2012 e a Ascensao Planetaria

domingo, 22 de fevereiro de 2009

A PAZ


O mais perfeito ato do homem é a paz.
e por ser tão completo - tão cheio em si
mesmo é o mais difícil.
O mais difícil ato do homem é a paz.
E sua exteriorização aparente
– sua gratuidade chocam.
A paz tem de ser adquirida naturalmente.
Por sobrevivência e deformação o
homem caminha pelo conflito.
Constrói o conflito e se engrandece
a cada minuto de falsa vitória.
A paz para ser adquirida depende
apenas do próprio homem.
De seu ser integrado – realmente – no
mundo e caminhos que lhe são dados a viver.
A paz individual é um ato universal.
Antagônico e duro com os tempos que
vivemos; os tempos do homem imperfeito.
A paz é espiritual e física.
E só a compreensão da própria deformação
existencial; da guerra; poderá dar seu
sentido e dimensão.
É um ato criativo – único.
Que tem de ser adquirido e resguardado.
Que tem de ser acrescido e ampliado.
Que tem de ser tão natural que não ofenda,
tão solitário que não interfira na liberdade,
tão puro que não precise ser explicado.
A paz é ato nobre.
Não depende de nada – nem do tempo – nem
dos compromissos – nem da própria vida.
É um gesto tão nobre, tão livre que depende
apenas e exclusivamente da vontade.
A paz não é um ato estático.
é basicamente movimento e força.
É um processo continuo de descoberta
individual, a paz é ato corajoso.
Não impõe retribuição nem diferenças.
É válido tanto para a criança como para o
adulto – é um ato da própria natureza –
sublimada, levada avante com cuidado
e coragem.
A paz como ato completo independe de quem
a proponha ou defenda.
A paz é fantástica – dimensional e formal,
material e espiritual, conceitual e aberta
– resultado daquilo que a natureza nos propõe
gratuitamente.
A paz exige cuidado, é abstrata do tempo,
dá a sensação permanente de conquista
e vitória.
É o único bem intransferível e contínuo.
É o único crescimento válido.
É a única forma de criação.
A paz é tão completa, tão perfeita,
Tão necessária que quando atingida nos dá
uma dimensão cósmica, nos coloca em frente
à única verdade, que da geração à morte,
em paz, o ser humano é só.
GHANDI

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